OsvaldoHSFilho out/2011
quando me deixaste assim
sem começo, sem meio e sem fim...
quando me deixaste assim
sem começo, sem meio e sem fim...
perdido num mundo a esmo
sem nem saber o que sou eu
mesmo…
ciente de que tu és perfeito
acreditei ser teu real direito
me deixar sem rumo na estrada
que ao fim me levaria ao nada
o nada que queres que eu seja
para que eu me torne o que
almejas
cruzei oceanos, rios e mares
curei todos os meus males
arranquei do peito o rancor
mesmo sentindo só a dor
renunciei a adaga e o martelo
para – enfim - erguer um castelo.
pensei em dar-te o meu tudo
e incuti no maior absurdo
cruzei oceanos, rios e mares
curei todos os meus males
arranquei do peito o rancor
mesmo sentindo só a dor
renunciei a adaga e o martelo
para – enfim - erguer um castelo.
pensei em dar-te o meu tudo
e incuti no maior absurdo
o tudo e o nada quem era?
eu. uma utopia, uma quimera
e no final caí como morto
como uma pedra no porto
e em estado de insanidade
não via mais a claridade
nã sentia mais a doçura
somente a minha desventura
o em meu estado de loucura
perdi o caminho da cura
fiquei sem céu e sem chão
sem alma e sem coração
e sem saber para onde ir
vi que de todo me perdí
não posso ter a alma serena
se em ti, senhor, não valer a pena
pois o que vês, oh! mestre amado
nâo é valor do meu chamado
nem a fraqueza do meu pecado
agora, sim, eu posso entender
que o que valorizas é o meu ser
que em ti eu posso me refazer
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