sexta-feira, 31 de julho de 2015

INDO MAIS LONGE

INDO MAIS LONGE

Por Osvaldo Honório Filho


De Onde Veio a Igreja

São muitas as igreja espalhadas em todas as partes do mundo – algumas semelhantes e outras diferentes das igrejas locais que nós conhecemos. Mas a pergunta é: como está a situação missionária da igreja?

Como o evangelho chegou até as regiões mais distantes da terra? E qual a situação hoje? As igreja nessas regiões estão recebendo ou enviando missionários?

Para me inteirar, comecei lendo a história das missões nessas regiões. Uma boa susgestão é o livro de Maurice Sinclair, “Ripening Harvest, Gadering Storm”, nas partes que tratam mais desse assunto. Não sei se você consegue ler inglês, mas se conseguir, leia todo o livro e você vai ver uma pesquisa fascinante sobre o início da igreja até certo momento da nossa era. Tem ainda o livro de Patrick Johnstone, “Intercessão Mundial”, que mesmo precisando de atualização, ainda nos dá uma visão geral da igreja em cada parte do mundo. Mas todas estas informações podem ser hoje facilmente pesquisadas na internet (salvo alguns trabalhos em certos países de opressão islâmica ou comunista). Busque informações de países que falam de missionários enviados e recebidos. Isso vai lhe dar uma ideia sobre o tamanho e a complexidade do trabalho missionário atual.

As Declarações de Seul e Manila
Muito tem acorrido sobre Missões pelo Brasil e pelo mundo afora.  A Ásia já promoveu e alojou vários desses encontros, mas vamos destacar três grandes congressos, dois em Seul, na Coreia do Sul, em 1975 e 1990, e o outro em Manila, nas Filipinas, em 2009. As Declarações de cada um desses congressos foram muito marcantes e levaram as igrejas do mundo inteiro a uma maior reflexão na mobilização missionária.

Declaração de Seul em Agosto de 1975
Consulta de Missão em toda a Ásia. 300 participantes e observadores de 16 países. Organizado pela Associação de Missões da Ásia

Fatos:

Ø  Nós pavimentamos uma estrada nova e ampla ligando o Leste e o Oeste, o Norte e o Sul, na missão cristã, diferente da única, na antiga e restrita estrada do Ocidente, conforme Isaias 62:10, “Passai, passai pelas portas; preparai o caminho ao povo; aplanai, aplanai a estrada, limpai-a das pedras; arvorai a bandeira aos povos.”
Ø  Saudamos com gratidão os numerosos pioneiros de missões cristãs que dedicaram suas vidas, não somente por amor aos perdidos em muitas nações, a fim de salvar suas almas, mas também em ajudá-los na solução de problemas básicos da vida humana.
Ø  Somos, contudo, obrigados a apontar com honestidade, que a expansão territorial, o comercialismo, o imperialismo e o colonialismo das nações ocidentais, muitas vezes foram obstáculos na apresentação do evangelho aos povos oprimidos do Terceiro Mundo.
Ø  Ao mesmo tempo, reconhecemos com humildade, e nos arrependemos das nossas próprias falhas e erros. Nós, cristãos do Terceiro Mundo, muitas vezes temos sido em demasiado dependentes das igrejas ocidentais. Temos sido muito lentos em perceber a nossa responsabilidade em compartilhar da visão missionária. Temos, ainda, culpado a igreja ocidental por nossos próprios fracassos e deficiências… Será que o empreendimento missionário ocidental cumpriu sua meta e chegou ao fim, como os defensores da moratória insistem? Advertimos contra uma conclusão tão precipitada...
Ø  Há forças missionárias potencialmente significativas emergindo de vários países da Ásia, África e América Latina. Nós percebemos a urgência de mobilizar e capacitar essas forças...
Ø  Continuar a pesada tarefa de recrutar e treinar novas forças missionárias requer um esforço em longo prazo, uma próxima cooperação entre o Leste e o Oeste, e um maior investimento de recursos.

Declaração de Seul em Agosto de 1975

Congresso de Missões da Ásia. 1302 participantes e observadores de 50 países. Organizado pela Evangelical Fellowship of Asia

Ø  Olhamos para trás, com gratidão, pelos trabalhos sacrificiais e frutíferos de missionários, principalmente do Ocidente, que fielmente semearam a semente do evangelho, através da qual a igreja foi plantada em nossas terras ao longo dos últimos 200 anos.
Ø  Enquanto nós decepcionamos pela incessibilidade culturais de alguns que trouxeram o evangelho a nossa terra, confessamos que temos sido culpados de semelhante dominação cultural em alguns dos nossos próprios esforços missionários.
Ø  Hoje, agradecemos a Deus pelo crescimento e maturidade da igreja na Ásia. Como evidência disso, nos alegramos como o rápido crescimento e desenvolvimento do movimento missionário na Ásia. E assim, renovamos nosso compromisso para completar a tarefa de missões mundiais na confiança do Espírito Santo…

Nos Comprometemos
Ø  Fazer da Grande Comissão o foco primário do nosso ministério e das igrejas e organizações que representamos…
Ø   Fazer todo o possível para assegurar que a causa da evangelização mundial se torne uma parte integral da vida de cada igreja local, associação eclesiástica e denominações…
Ø  Mobilizar todos os membros das congregações locais para orar, dar e receber ou ir, independentemente do seu status político ou econômico…
Ø  A uma parceira na evangelização mundial dentro do corpo de Cristo, reagindo às divisões que muitas vezes têm nos prejudicado…

Esperamos
Ø  Uma grande colheita nesta década e, em ultima análise, a realização da visão bíblica de Apocalipse 7: 9 e 10: “uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, diante do trono, e perante o Cordeiro, com vestes brancas e palmas nas suas mãos; e clamavam com grande voz, dizendo: ao nosso Deus, que está assentado no trono, e ao Cordeiro seja a salvação.”

Declaração de Manila em Novembro de 2009
Convocação às missões, líderes, mobilizadores, educadores, formadores, e trabalhadores do reino na diáspora da Consulta dos Educadores da Diáspora de Lausane, de 11 a 14  novembro de 2009, em Seul, na Coréia do Sul - em parceria e com a extensão da Consulta Estratégia da Diáspora de Lausane, realizada em Manila, nas Filipinas, de  4 a 8 de maio de 2009

Reconhecemos
Ø  Que a obra soberana do Pai, do Filho e do Espírito Santo, na união e difusão dos povos em todo o mundo, é uma parte central da missão e propósitos redentores de Deus para o mundo.
Ø  Que a igreja, como corpo de Cristo, é o principal meio através do qual Deus está trabalhando em diversos modos ao redor do mundo. Honramos a singularidade, a dignidade e a beleza de cada pessoa e de cada cultura, celebrando a colaboração da Igreja com uma sociedade em geral.
Ø  Esta "Diáspora Missiológica" surgiu como um campo bíblico e estratégico de missiologia, e é definido como: um quadro missiológico para a compreensão e participação na missão redentora de Deus entre pessoas vivendo fora dos seus locais de origem.

Afirmamos
Ø  Que o nosso foco missionário e ministério integram e colaboram com a missão e com a visão do movimento de Lausane para a evangelização mundial, conforme publicado em “O Pacto de Lausane” e “O Manifesto de Manila”.
Ø  E com isto, depois de várias disciplinas, entendemos que a nossa compreensão e prática da missão de Deus devem ser informadas, integradas, e conformadas com os fundamentos bíblicos e teológicos.

Apelamos
Ø  A todo o povo de Deus nas igrejas locais e movimentos eclesiásticos, agências missionárias, instituições acadêmicas teológicas e para o mercado que mobilizem, treinem, programem, apoiem, trabalhem em conjunto, e capacitem os "trabalhadores do reino da diáspora" para os campos maduros da diáspora e para a colheita.
Ø  Aos líderes da Igreja e das missões que reconheçam e respondam às oportunidades de evangelização mundial apresentados pelas realidades da diáspora global.
Ø  Aos líderes de missões e educadores que deem prioridade estratégica no financiamento e treinamento de pessoal, e que proporcionem espaço para o desenvolvimento de "diáspora missiológica" em sistemas de formação e currículos.
Ø  Ao Senhor da Seara que envie trabalhadores para a colheita e que promova a intercessão mundial para que haja um Avivamento Espírito Santo sem precedentes a fim de que toda Igreja leve o Evangelho ao Mundo Inteiro.

UMA VILA GLOBAL

UMA VILA GLOBAL

Por Osvaldo Honório Filho


Um mundo: uma vila global?
Realmente é. Satélites, computadores, chips em tudo. Hoje é copa do Mundo, amanhã as Olimpíadas. O gol da vitória será visto em todo o mundo de uma só vez. E não apenas gols. As multidões em todos os lugares vêem umas as outras e é isso que faz a diferença.
Assistimos, com aterrorizados, os tanques de guerra rolando por cidades e vilarejos. E, de certa forma, felizes que não esteja acontecendo aqui na nossa terra. Podemos ver motins e manifestações, vítimas da fome, vítimas de enchentes, vítimas de terremotos, políticos, prisioneiros, e até execuções ao vivo. Tudo isso nos assusta. As vezes nos dão pavor, ou até nos entediam, à medida que mudamos de canal.

3-2-1…
            Há pouco tempo atrás o mundo era nitidamente dividido em três mundos. Havia “nós” e dois tipos de “eles” – não importava de onde você estivesse olhando. Isso tem mudado com grande rapidez. O Terceiro Mundo já não gosta mais de ser chamado dessa forma, e em qualquer caso isso difere imensamente. E o Segundo Mundo – de países comunistas – tem se desfeito rapidamente. É possível que terminemos apenas com dois mundos – os que têm e os que não têm. Ou quem sabe achemos um novo meio de nos dividir.

Um mundo morrendo?
            Verões mais quentes, falta de chuvas, secas, tempestades, lixo tóxico, poluição de rios e mares…
            Morreremos de sede ou nos envenenaremos primeiro? São questões que ninguém pode responder, e que muitos nem gostam de perguntar ou discutir.

O mundo de Deus
            Nos perguntamos, a Bíblia diz que Deus está no controle, mas porque nem sempre é fácil constatar isso? De fato, muitos desastres são culpa do nosso próprio egoísmo e insensatez – mas não todos.
            Muitos usam crenças religiosas para unir pessoas – sobre o meio ambiente, por exemplo, existem fortes convicções entre muitos de que precisamos de uma “religião mundial”, uma mistura do melhor de todas as tradições religiosas.
            Outros acham que a religião apenas divide. Católicos e protestantes se matam simplesmente por serem o que são, e da mesma forma hindus e muçulmanos, árabes e judeus, budistas e hindus, cristãos e muçulmanos, castas superiores e castas inferiores.

O povo de Deus no mundo de Deus
            Aqui está um assunto em que raramente tocamos. Cesca de 33% do mundo se considera cristão. De certo modo se dizem povo de Deus embora bem poucos param para pensar nisso, ou nem mesmo pensam no Deus que professam pertencer. Isso vai a milhões de pessoas, entre outras milhões que são membros ativos de igreja. Eles vivem em cada país habitado da terra.
            Isso é o que o Arcebispo William Templo chamou de “o grande fato da nossa era… uma comunidade cristã que se estende a quase todas as nações” (isso ele falou a mais de 70 anos atras).

Pare e pense
            Vendo as estatísticas  O que o choca diante desse quadro? Isso lhe surpreende?

O que fazer diante de tamanha necessidade?

É TEMPO DE ARAR

É TEMPO DE ARAR

Osvaldo Honório Filho


“Pede-Me, e Eu te darei as nações por herança e as extremidades da Terra por tua possessão.” (Salmos 2.8)

Desde o princípio da humanidade a necessidade de trabalhar e cultivar seus próprios alimentos impulsionou a descoberta de técnicas para o aproveitamento ou cultivo da terra. Entre essas descobertas está a técnica antiga, usada até os dias de hoje, de arar a terra.

Arar é uma palavra do latim que tem por definição Lavrar ou sulcar a terra; por sua vez lavrar ou sulcar significam revirar, abrir regos ou cultivar. Em outras palavras, quando aramos a terra criamos uma terra propensa a um melhor cultivo das plantas e sementes. Arar deixa a terra fofa e permeável dada a um crescimento mais vigoroso das raízes.

Um missionário passa por um período de preparação e treinamento. É o período em que ele irá crescer e se desenvolver nas três dimensões humanas (espírito, alma e corpo); moldando seu caráter de acordo com a Palavra, aprendendo a ser guiado pelo espírito e a andar segundo o nosso Reino. Porém, além de se preparar para ir ele deve preparar sua nação para sua chegada.

Ele precisa gerar um ambiente propício e aberto à palavra; gerar portas abertas, favor e graça diante dos homens. Ele precisa arar sua terra e prepará-la para o plantio da Palavra de Deus. Você pode arar o seu campo buscando conexões e influências que o levarão aquela nação. Mas a principal maneira de um missionário arar o campo é com suas orações. Orando pelo seu país, chamando no reino espiritual favor e graça no natural, ascendendo a sede daquele povo com suas orações e exercendo sua autoridade, pedindo as nações.

A verdadeira e mais fiel tradução para Salmos 2:8 diz: ”Pede-Me, e Eu te darei as nações sua herança e as extremidades da Terra tua possessão.” Se prestarmos atenção vemos as diferenças entre uma herança que irá ser nossa e uma herança que já é nossa, e só precisamos pedir. Um filho tem a liberdade de chegar ao seu pai e pedir sua herança. Mas, talvez, ele não tenha tanta liberdade se essa herança não estiver disponível.

Esta é a verdade central neste versículo: nós já possuímos as nações da terra! Deus já nos deu por herança. Através do sangue de Jesus temos a liberdade e a autoridade para exigir estas nações das mãos de satanás, orando e declarando que elas já são nossas!


Enquanto você se prepara mantenha o foco no seu chamado. Are a terra para a qual você foi chamado. Exerça sua autoridade e declare as nações livres. Declare olhos e ouvidos abertos para aquilo que você tem a dizer. E quando você pisar na sua terra fofa, molhada e arada encontrará um ambiente propício para a profunda penetração da palavra de Deus nos corações.

NADA É IGUAL A TI, MAINHA

NADA É IGUAL A TI, MAINHA
Por Osvaldo Honorio Filho

(Á minha mãe que se foi em 24 de abril de 2010)

Quatro anos, oito meses e muita dor
Desde que tu te foste...
Tudo perdeu o sentido sem o teu amor... 
Muitos dias ainda passarão...
E tantas pessoas também se foram 
E outras tantas ainda nascerão
Mas nada, nem ninguém se compara a Ti.

Os teus 14 filhos que fizeste irmãos
Se reúnem e outras vezes se reunirão
Na casinha que nascemos e nos criamos. 
E na Ceia do Natal, o lugar que era teu, 
Ninguém pode ocupar ou substituir
Pois nada, nem ninguém é igual a ti

Todo é tão vazio sem a tua presença
É como uma primavera sem flor
Um pássaro que perdeu sua canção
Um quadro sem desenho e sem cor
Um peito que não tem coração
Não há como impedir o choro e a dor
Nem aliviar a dor do nosso coração
Porque nada nem ninguém é igual a ti

Eu até adotei outras mães que encontrei
E elas me adotaram como filho amado
Mas para ti não há substitutas 
Ninguém jamais pode te substituir
Porque nada nem ninguém é igual a ti

E as plantas que você cuidava lá no quintal
Morreram por falta do seu amor
E nós somos como elas, eu e meus irmãos
Pois viver sem ti... não tem explicação
Mas eu sei que um dia vamos nos reencontrar
Enquanto isso nada pode te substituir
Porque nada nem ninguém é igual a ti

A ÚNICA BELEZA

A ÚNICA BELEZA

Tradução e adaptação: Osvaldo Honório Filho


A beleza, em troca de dinheiro, é vendida.
E a Ti não damos a adoração devida, 
Mas exaltamos sem problema a Tua criação.
Cativados pelo fruto, por Ti, proibido,
Fruto que agrada em cheio os sentidos, 
Renegamos a verdade e comemos ilusão.
E a folha de figo da mídia pertinente,
Embota a nossa alma, coração e mente,
E o pecado nos cega totalmente a visão.

A única beleza clara e absoluta 
A que é verdadeiramente objetiva
Esconde-se na simetria da Tua bondade, 
Da tua grandeza fulgurante e viva.
Cada atributo trabalhando em harmonia:
Justiça com paciência, graça com furor.
Uma partitura de uma doce melodia: 
Onipotência e humildade, fidelidade e amor.

“A Beleza de Deus” é o título desse hino.
Imutável, e sem sombra de qualquer variação.
Porque dinheiro se acaba na vida em desatino,
Incapaz de ouvir o chamado de atenção.

Riquezas: armadilha em gotas madressilva,
Com o rosto coberto de tanta maquiagem;
Se de fato contemplassem o quanto És Belo,
Renderiam a Ti somente a homenagem.

Tu enviaste Teu amado para ser erguido
Numa linda cruz, que aparentava o mal.
Da Tua ocultação, ele a imagem visível.
Mas Tu sendo belo, és, todavia, invisível.
Pois a verdadeira beleza é transcendental.

Santifique agora nossas mentes mundanas.
Olhos lascivos não contemplam a Tua natureza.
Pois sem o novo nascimento em Teu Cristo
Morreríamos ao vislumbrar a Tua santa beleza.


Dizer que “a beleza está nos olhos de quem vê” 
É uma grande mentira, um engano dissoluto.
Os olhos de quem busca a verdadeira beleza
Encontrá-la-á no Único Belo – O Absoluto.

SENHOR, ALONGA O MEU ÂNIMO

SENHOR, ALONGA o MEU ÂNIMO

Por Osvaldo Honório Filho – 18/06/2005

Senhor, “o amor é paciente”
Mas sinto-me acuado pela intolerância
De mim mesmo… comigo mesmo
E até com o outros que me cercam e me amam
Dá-me um espírito de paciência
Dá-me a paciência do Espírito

Senhor, “o amor é tolerante, a tudo suporta” 
E se enlastece até o infinito
“Não se aflige, nem exaspera
Tudo sofre, tudo crê, tudo espera”
Mostra-me este caminho
De sobrexcelente grandeza
Que busca luz no escuro
Se há alegra na tristeza
Mesmo que o sofrimento
Me queira fazer recuar
Dá-me um espírito de tolerância
Dá-me a tolerância do Espírito

Senhor, “o amor é longânimo”
Mas tem que ser assim tão longo
O caminho que devo percorrer?
Tenho que andar mais outra milha
Para ao meu irmão agradar
Não vou perder assim a força?
Não desistirei de chegar?

Alonga o meu ânimo, Senhor
O ânimo da minha fé
O ânimo do meu amor
Não quero estacar, tão pouco recuar
E nem apenas estar vivo
Mas tambem de pé.
Dá-me um espírito longânimo
A longânimidade do Espírito

CUMPRA O SEU CHAMADO

CUMPRA O SEU CHAMADO

Por Osvaldo Honório Filho

Tenho observado uma negligência da parte de muitas pessoas com relação a missões. Pessoas que escutam algo relacionado a missões e pensam: “Bem, eu não tenho um chamado missionário, então, isto não tem nada a ver comigo”, talvez você nunca tenha escutado isso, mas eu quero lhe dizer que TODOS nós temos o chamado missionário.

Jesus quando deu a grande comissão em Mateus 28.17 (Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;), Ele não deu apenas para aqueles que foram chamados a ir a outras nações, Jesus chamou e ordenou a todos que pregassem o evangelho. Eu fui chamada para missões e você foi chamado para missões. Alguns não têm um chamado específico para sair e ir à outra nação, porém ainda assim possuem o chamado para salvar vidas, para pregar o evangelho.

Costumamos dizer que podemos fazer missões indo, contribuindo ou orando. A verdade é que você DEVE fazer missões pelo menos de uma dessas três formas. Eu quero lhe encorajar agora, se você ainda não está comprometido com missões se comprometa. Talvez você ache que não tem o suficiente para contribuir financeiramente com um missionário, mas dois reais que você tira da sua renda mensal pode ser a passagem em um transporte público para locomoção de um missionário no país em que ele está. Comece sendo fiel no pouco que você pode dar e Deus irá te aumentar para que você possa contribuir com mais. Existe um propósito em prosperar, o Senhor nos prospera para que possamos colocar a obra em movimento.

Você pode ser uma pessoa muito atarefada durante o dia-a-dia pode achar que não tem tempo para orar por um missionário, já vi pessoas dizendo: “Eu não estou tendo tempo para orar nem por mim mesmo, quem dirá orar por outras coisas”. Primeiramente oração é comunhão com Deus, se você não está tendo tempo para orar você precisar remir o seu tempo. Remir o tempo é dar prioridade para as coisas mais importantes, se o seu emprego não te dá tempo para ter comunhão com o Senhor você precisa orar pedindo ao Senhor que abra portas para um novo emprego e Ele satisfará o seu desejo, porque é a vontade dEle ter comunhão com você. Não podemos negligenciar a presença do Senhor em nós, em Mateus 6:33 diz: ”Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas”, busque ao Senhor, dê tempo de qualidade para Deus e as demais coisas que você precise nesse mundo natural Ele irá prover! Ele é El Shadai, o Deus mais que suficiente.

Faz parte do chamado de todo crente a intercessão, alguns são chamados especificamente para isso, mas todos devem interceder. Quando você intercede por um missionário, ou por um país, você vai aquela nação. Sua oração pode abrir portas, salvar vidas e levar provisão. Mesmo não sendo chamado para ir você deve orar. Gerando pessoas com chamado para nações. Lá fora existem vidas sedentas, pessoas morrendo e necessitando conhecer esse evangelho, você pode levar o evangelho para elas através da sua oração. Orando você poder levantar um missionário, suportá-lo em uma nação e levar provisão para vidas.  A cada minuto, 12 crianças morrem de fome no mundo, nunca deixe de orar por missões, mesmo que o seu tempo só lhe reserve cinco minutos você pode salvar pelo menos 60 vidas por dia.

Mesmo não sendo chamado para ir à outra nação você deve pregar o evangelho em sua cidade ou país local. Esteja no centro da vontade de Deus para sua vida e você estará pregando o evangelho. Você pode não ser uma pessoa que gosta de falar em público, ou pode ser tímida, mas você pode pregar o evangelho de muitas formas. Pode ser através das suas atitudes, através de uma rede social ou de um vídeo até mesmo por um gesto seu com uma pessoa. Peça estratégias ao Senhor e você descobrirá como ganhar vidas independentes da sua idade, condições financeiras ou física e independente de qualquer barreira natural que possa aparecer.

Se você possui um chamado missionário para ir a outras nações, não perca tempo. Se prepare, buque direções do Senhor para as mínimas coisas que você deve fazer. Siga as direções que o Senhor te der e passo a passo com ele você caminhará para chegar àquela nação. Às vezes o Senhor vai querer correr com você, outras vezes ele vai te pedir apenas para caminhar. Não se distraia com outras coisas, tenha sempre em foco o seu chamado. Se precisar junte a tudo o que você faz em seu cotidiano coisas que te lembrem do seu chamado, seja colocando uma bandeirinha da sua nação na sua mesa de trabalho à espalhar mapas e globos em seu quarto ou até colocando fotos no seu computador e celular. Busque criatividade em Deus.

Por fim, não seja ansioso, existe um tempo para o Ide se cumprir em sua vida. Deus não vai te mandar a uma nação se sua preparação não estiver completa, porque ele não quer que você se frustre. Aproveite o tempo de preparação, honre esse tempo e esteja atento ao que o Senhor quer que você faça hoje no agora. Você corre a sua carreira estando no centro da vontade de Deus até mesmo nas mínimas coisas, mesmo que o seu chamado seja para ir à outra nação você estará cumprindo ele se você estiver no centro da vontade de Deus no aqui e agora.

O coração do Senhor arde por vidas, a Igreja deve ter como foco e prioridade as vida. Olhe ao seu redor, observe o tempo e o mundo, o reino de Deus está próximo. O tempo está acabando e ainda há milhões de vidas não alcançadas.
  

TRANSIÇÃO

TRANSIÇÃO

Por Osvaldo Honório Filho

Nossa vida nem sempre corre da maneira como planejamos. Na verdade, ela quase nunca é assim. Em nossos afazeres, nossos relacionamentos e expectativas de como as coisas “deveriam ser” há sempre mudanças.

Tememos as mudanças, mas elas acontecem de qualquer maneira. Não procuramos nem provocamos situações de mudanças, mas elas surgem de qualquer modo. Queremos ver, saber e entender o que está acontecendo conosco. Pensamos que podemos controlar o que está ao nosso redor, nossos momentos de incerteza, e superar nossos temores. Pensamos que seremos capazes de iniciar novas jornadas de esperança e, quem sabe, achar uma abertura para aquilo que a vida nos traz.

Todavia, crescemos com as mudanças. E são as mudanças que nos ajudam a descobrir em nós mesmos uma grande força. Com as mudanças, somos desafiados a ser mais profundos, à medida que aprendemos a conviver com as incertezas que nos cercam, e a nos apegar às promessas que nos foram feitas pelo Pai. E nEle nos tornamos mais inteiros.

Cada momento de mudança e o que disso resulta, altera o foco em nossas vidas. Começamos a ver as coisas como realmente são e ficamos mais abertos para novas possibilidades. Vemos mais do que víamos antes, pois aprendemos a olhar mais para dentro de nós mesmos, e percebemos o quanto mudamos, ou o quanto ainda precisamos mudar para nos harmonizarmos àquilo que o Pai deseja que sejamos. Com essa nova visão, percebemos o que é mais importante e o que realmente trás sentido à nossa vida.

A mudança é a chance de se ver além da vida que se planejou, as novas possibilidades que a vida pode oferecer.

A mudança é um meio de ir além da pessoa que você pensou que era e de transformar-se em uma nova pessoa criada em Deus, mais profunda e mais forte que suas próprias limitações.

A mudança é o momento de deixar a segurança do lugar que se conhece para entrar no lugar estranho, onde “nada se sabe”.

Não devemos temer as mudanças, e sim, lembramos que os momentos mais bonitos do dia são momento de mudanças. A luz do sol toca todas as coisas com o presente de um novo amanhecer. “as misericórdias do Senhor se renovam a cada manhã”.

Com as mudanças vêm também as sementes de uma nova vida. Uma paisagem seca do sertão pode desabrochar em flores depois da uma chuva. Uma floresta escura e destruída pelas queimadas do verão pode crescer novamente. Novas árvores e flores crescerão sob a luz do sol e o frescor das chuvas que cairão sobre elas.

Assim como as estações mudam, também as nossas vida precisam de mudanças. Não fomos criados para a “mesmice” nem para a repetição, sofremos alterações e precisamos de variações.

A beleza absoluta da neve branca e estéril muda, bem como os campos áridos da seca se cobrirão de flores quando vierem as chuvas.

É nesse ponto, quando não sabemos e não podemos controlar o que está acontecendo, quando finalmente dizemos “eu não sei”, que percebemos as mudanças que a vida nos oferece.

Como um casulo que se transforma em uma bela borboleta, você terá de esperar no escuro pela sua própria metamorfose. E não busque acender luzes que não venham do Senhor para que você não se queime em suas próprias labaredas.

É no escuro que você descobrirá sua própria força crescendo dentro de você. Quem em Deus espera tem suas forças renovadas, e depois, pode voar com asas...

Com a mudança você começará a ver as coisas como elas realmente são, tomará consciência dos mistérios da vida, e ficará aberto até às impossibilidades. Se Deus pôde fazer com que um cajado velho e seco desabrochasse em flores... imagine no que ele pode fazer em sua vida.

Diga “sim” em vez de “não”, e esteja disposto a ser surpreendido pelas mudanças que acontecerão em sua vida. Você entenderá que a vida não é apenas cheia de mudanças. A própria vida é uma mudança.

Com os olhos bem abertos, e crendo que tudo é possível, você verá mais... mais do que podia ver antes. Verá o que é de fato importante e o que traz sentido à vida, e dará inicio a uma nova jornada.





ERROS COMETIDOS NO CAMPO MISSIONÁRIO

ERROS COMETIDOS NO CAMPO MISSIONÁRIO

Osvaldo Honorio Filho

Uma das maiores alegrias da minha vida é trabalhar como missionário em outros países. Desde que ouvi o chamado do Senhor há 20 anos, eu visitei mais de 30 países e me tornei colega e amigo de dezenas de pastores e líderes que agora me consideram parceiro do desenvolvimento de missões. Missões é o cerne da nossa fé cristã, e eu acredito que toda a igreja deveria estar ativamente envolvida tanto em missões locais como estrangeiras, e somente assim poderemos avançar o evangelho de Jesus em nossa geração.

Mas como tudo na vida, há um jeito certo e um jeito errado de se envolver no trabalho missionário. Eu tenho aprendido com meus próprios erros e com os erros dos outros, como também vi alguns exemplos tristes de missões que acabaram dando errado. E para quem está considerando se envolver com missões é muito importante evitar as seguintes armadilhas:

1. EVITE AGIR COMO ALGUÉM MIMADO. Se você estiver viajando para um país subdesenvolvido ou em desenvolvimento, aqui está a regra nº 1: Prepare-se para atrasos, chuveiros frios, grandes insetos e mosquitos, falta de energia, banheiros incomuns, trânsito louco e comidas estranhas. Tome uma decisão consciente antes de ir para que você não acabe reclamando ou se lamentando depois. Seja flexível e agradável. Concentre-se no positivo, tente encontrar beleza do país para onde está indo e volte sempre para casa com uma gratidão renovada.

2. EVITE FALAR EM TOM SUPERIOR COM AS PESSOAS. Você não está indo para o exterior para ministrar pessoas pobres ou estrangeiros ignorantes. Se você pensa assim então é melhor ficar em casa! Lembre-se: você está indo para servir. A maior parte do que sei sobre o ministério de missões eu aprendi com gente humilde que eu conheci ao longo das minhas viagens. Se você está ensinando, pregando, discipulando, construindo, alimentando os pobres ou cuidando de crianças em orfanatos, coloque-se abaixo das pessoas e “lave os seus pés”. E espere para aprender lições poderosas com essas pessoas.
3. EVITE CONSTRUIR RELACIONAMENTO BASEADO EM DINHEIRO. Geralmente as pessoas de países pobres tendem a pensar que todos os missionários têm dinheiro, e por isso olham mais para nós em vez de olhar para o Deus da provisão. Portanto, não fique esbanjando dinheiro, ostentando relógios, roupas ou joias caros, e também não distribua dinheiro para todos que encontrar. Faça novos amigos com base em uma verdadeira amizade e não nas suas finanças.

4. EVITE FAZER EXIGÊNCIAS. Muitos pregadores da prosperidade esperam ser tratados como verdadeiros reis quando vão para países estrangeiros. Um desses disse que queria um hotel cinco estrelas, em uma nação onde só havia pequenos hotéis e pousadas. O apóstolo Paulo apresenta uma abordagem diferente, e ele estava disposto a viver de acordo com o nível das pessoas (1 Ts 2:9-10). Se Jesus se dispôs a entrar neste mundo em uma manjedoura, devemos deixar de lado os nossos gostos e interesses refinados e seguir as suas pisadas (Fil 2).

5. EVITE QUEBRAR AS SUAS PROMESSAS. Quando você se conecta profundamente com um pastor, um novo convertido ou congregação no campo missionário, você vai se ligar a eles e vai querer fazer todo para ajudá-los. Até aí tudo bem. Mas não prometa o que você não pode cumprir. Fale sempre para eles, e também para você mesmo, que devemos orar pela provisão do Senhor e esperar que Ele nos responda. E se você prometer alguma coisa faça de tudo para honrar a sua promessa.

6. EVITE TRABALHAR COM QUEM NÃO ESTEJA COMPROMETIDOS COM JESUS. Eu conheci um missionário que acabou se envolvendo com uma pessoa daquele país. Como isso aconteceu não vem ao caso.  O que precisamos é de uma verificação de antecedentes e de uma recomendação pastoral ou de uma agência missionária de quem está se unindo à nossa equipe. Viagens missionárias nunca devem ser vistas como oportunidades para um "turismo religioso" por pessoas imaturas que querem apenas uma aventura transcultural. O comportamento dos membros da equipe deve honrar a Cristo e a sua Palavra antes de tudo.

7. EVITE TRABALHAR COM PESSOAS SEM INVESTIGÁ-LAS CUIDADOSAMENTE. Quase toda semana eu recebo pedidos de pastores estrangeiros que querem visitar a igreja aqui no Brasil. Muitos querem apoio para os seus ministérios, projetos ou para participarem de cruzadas evangelísticas. Muitos desses ‘pastores’ que se dizem cristãos, na verdade são pessoas inescrupulosas e vasculham a internet em busca de igrejas que possam lhes enviar dinheiro ou que apoiem suas “viagens e projetos”, e assim que conseguem o que querem, desaparecem. Peça a Deus o dom do discernimento e não se deixe enganar por vigaristas, "lobos vestidos de ovelhas”.

8. EVITE USAR A ABORDAGEM “CHEGAR E SAIR” EM MISSÕES. Como missionário eu estive em vários países, como Inglaterra, Portugal, Índia, Japão, Peru, México, Senegal, Gâmbia, e agora estou retornando para a Guiné-Bissau, na África, onde planejo desenvolver um projeto autossustentável. Pela graça de Deus, eu construí relacionamentos que perduram até hoje. O que quero dizer é que o trabalho missionário deve ser uma parceria de longo prazo. Se você, junto com sua igreja, está planejando um programa de missões, não saia por aí ‘espalhando’ sementes aqui e ali. Em espírito de oração, invista em alguns lugares e deixar que o Espírito Santo lhe conectar com as pessoas por uma vida inteira.

9. EVITE DESVIRTUAR O SEU TRABALHO. Geralmente nós rimos desses pregadores que falam de multidões atraídas pela “pregação do evangelho” quando eles estiveram em determinados países. Mas a verdade nunca condiz com o exagero. Não há nada mais triste do que estatísticas infladas para chamar a atenção ou levantar fundos. Se você construir o seu ministério em meias-verdades você terá rachaduras em seus fundamentos. Seja honesto, seja responsável e diga sempre a verdade.

10. EVITE SE CONCENTRAR EM NÚMEROS. Há uma pressão enorme sobre o missionário, que para provar a eficácia do seu trabalho, é obrigado a “contar cabeças”. Mas o reino de Deus não é sobre multidões – e sim sobre fazer discípulos (Mat. 28: 19-20). Alguns dos meus momentos mais valiosos no campo missionário foram em pequenas reuniões onde Deus mudou para sempre a vidas de pessoas, e essas pessoas continuam mudado outras vidas. Eu não fico impressionado quando alguém diz que 5.000 pessoas receberam a Jesus. O que eu quero saber é se esses convertidos estão sendo feitos verdadeiros discípulos de Jesus.


Então, espero que você se torne mais apaixonado em levar a mensagem de Cristo ao mundo. Mas, lembre-se quando você arrumar sua bagagem para sua viagem missionária, deixe o "desnecessários" em casa e vá com um coração humilde, dócil e crente de que é o “Senhor quem opera em nós o querer e o realizar”.

A OFERTA MISSIONÁRIA DO CRENTE

A OFERTA MISSIONÁRIA DO CRENTE

Por Osvaldo Filho

"Vocês foram os únicos a comungarem comigo no sentido de dar e receber" (Fil 4:15)

Em tudo as Escrituras são muito práticas. Até mesmo os sacrifícios espirituais oferecidos pelos crentes não são sacrifícios exclusivamente na esfera da vida intelectual, mental e emocional; não são somente orações, intercessões, louvores ou meros sentimentos e pensamentos abstratos, mas principalmente "espirituais", ou seja, no mesmo sentido que a palavra tem na expressão do apóstolo Paulo sobre os "dons espirituais" (I Cor 12:1). Do mesmo modo, aqui também os sacrifícios "espirituais" implicam em ações “cheias de Espírito”, ou, “moldadas pelo Espírito” no que diz respeito às orações, súplicas, ações de graças, adoração. E no reino de Deus, até mesmo o dinheiro é uma questão espiritual.
Neste serviço sacrificial e espiritual do crente, estão inseridas também as ofertas de contribuições regulares e especiais para o trabalho do Senhor, tanto no serviço local, como no serviço missionário.
Infelizmente o que vemos é uma ilusória dicotomia quando se trata de dizimar e ofertar. Nós, os crentes, vemos no dízimo uma certa “obrigatoriedade”, um dever a ser cumprido, mas quando se trata de ofertar para outros fins e para o trabalho missionário, muitas vezes, o que temos é uma evidente baixa muito difundida, ou seja,  um modo generalizado de pensar e agir quase primitivo, e totalmente indigno do reino do Deus.
O que eu quero dizer com isso é que ofertar para o trabalho missionário não se trata de uma simples “caridade cristã”, ou uma oferta especial e ocasional, coletada em um dia preestabelecido para esse fim, para ser dada a um grupo de necessitados, para não dizer aos missionários.
Uma coisa que precisamos ter em mente, é que os missionários fazem tão parte do ministério da igreja quanto os ministros e pastores, e por isso, não são nem pedintes e nem receptores de “gorjetas”. Se os missionários tivessem permanecido em suas vidas seculares, como estudiosos ou cientistas, donos de empresas ou homens e mulheres de negócios, engenheiros ou funcionários, médicos ou artistas, empregados de escritórios ou artesãos, muitos deles poderiam ser bem sucedidos em suas carreiras, ganhando um salário digno e compensador.
 Mas a grande diferença está no fato de eles terem ouvido o Chamado do Alto, o qual eles voluntariamente atenderam e dedicam toda a sua vida no Serviço da Grande Comissão. Definitivamente, o trabalho do evangelho não teria progredido no mundo, se, em cada geração, homens e mulheres não oferecessem todo o seu tempo, força e dedicação ao Serviço do Senhor que os chamou. Evidentemente não apenas o trabalho missionário, mas também muitos ramos da igreja evangélica, como a proclamação do evangelho e as campanhas evangelísticas teriam sido impossíveis. Com certeza, somente pessoas de tempo integral, e plenamente capacitadas é que podem cumprir essa tarefa terrena. E os que falharem numa vocação como esta, não estão aptos para trabalharem produtivamente nos Campos do Senhor.
De acordo com o Novo Testamento, sustentar financeiramente o trabalho missionário é dever da igreja através de cada crente. Não é uma mera escolha, e sim, um mandamento, uma questão de obediência prática (I Cor 9:14). E é pelo modo como realmente obedecemos a este mandamento divino que podemos ver até que ponto reconhecemos que Cristo é Senhor de nossas vidas.
Outra coisa que devemos refletir, é que sustentar o trabalho missionário através das nossas ofertas é uma resposta visível às bênçãos que recebemos, ou seja, uma comunicação de relação entre dar e receber, como Paulo escreveu aos filipenses, reconhecendo uma oferta enviada por eles para o trabalho missionário: "Como vocês sabem, filipenses, nos seus primeiros dias no evangelho... nenhuma igreja partilhou comigo no que se refere a dar e receber, exceto vocês" (Fil 4:15). Em outras palavras, uma ajuda material para missões redunda em bênçãos espirituais. E aos Coríntios, ele escreve: "Se nós semeamos para vós as coisas espirituais, não será de grande importância que colhamos coisas terrestres?" (I Cor 9:7-11).
Portanto, a oferta missionaria é uma expressão de nossa gratidão pela nossa redenção em Cristo, e pelo que o seu povo fez (no passado) e ainda está fazendo (hoje) em nosso favor. Cristo reivindica esse direito, e desobedecer a essa ordem é o mesmo que desprezar a sua autoridade. Na verdade, é roubar a Deus. "Roubará, pois, o homem a Deus? Todavia vós me roubais, e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas." (Mal. 3:7-10).  Mas essa oferta não deve ser dada a contragosto, e sim "como cada um propor em seu coração, não com tristeza, ou por necessidade, pois Deus ama ao que dá com alegria." (II Cor 9:7). E, se os nossos corações estão cheios de gratidão e amor a Cristo, tudo isso será feito de forma digna de Deus. E mais que isso: quando damos, somos nós mesmo que ganhamos, como Jesus diz: "dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida, transbordante, generosamente vos darão." (Lc 6.38). É "o lucro inserido para o seu crédito" (Fil 4:17), na sua "conta de poupança" celestial, pois "o meu Deus, segundo as suas riquezas dará a cada um, tudo o que vós necessitais em gloriosa plenitude por Cristo Jesus" (Fil 4:19).
Paulo também caracterizou as ofertas missionárias dos filipenses como "uma fragrância de cheiro suave, um sacrifício aceitável e agradável a Deus" (Fil 4:18). Quando ofertamos com uma atitude correta de coração e na medida certa, Deus se agrada. Você pode fazer um teste consigo mesmo e ver até onde você realmente entendeu a sua posição e participação no reino de Deus, examinando sua própria vontade em trazer as ofertas missionárias para a obra do Senhor. Não se decepcione com a atitude de outros para com o dinheiro que você leva ao Senhor. O Velho é o Novo Testamento fazem distinção clara de quem é falso ou verdadeiro na administração dos bens da Casa do Senhor (Miq 3:11, Atos 5). E Deus não os deixou impune, pois Deus não dá a sua glória a ninguém.
O mais lindo disso tudo, porém, é que sustentar o trabalho missionário é um privilégio e uma honra para o ofertante. Jesus disse: "usem as riquezas deste mundo ímpio para ganhar amigos, de forma que, quando as riquezas acabarem, estes (os amigos feitos) os recebam nas moradas eternas" (Lc 16:9). Como será maravilhoso quando as muitas conexões entre as vitórias alcançadas no campo missionário e a obra do Senhor em geral forem reveladas na eternidade. E que só a eternidade revelará! Que alegria e que grande honra será percebermos e entendermos, à luz da eternidade, que até mesmo o nosso simples dinheiro (sacrificial) teve tão grande participação na obra do Senhor, ajudando a espalhar as Boas Novas ou fazendo algum serviço para que vidas fossem conduzidas a Cristo. Que felicidade, então, no final, ver com toda a humildade que, enquanto o missionário lutava e conquistava a vitória, você, sim você, pela graça de Deus, foi o seu parceiro combatente, longe do campo de batalha, talvez, mas ao mesmo tempo perto através do seu apoio em intercessão e ofertas voluntárias e sacrificiais. Essa alegria e honra é o resultado abençoado daquele que realmente pertence a Cristo. E isso jamais lhe será roubado.