INDO MAIS LONGE
Por Osvaldo Honório Filho
De Onde Veio a Igreja
São muitas as
igreja espalhadas em todas as partes do mundo – algumas semelhantes e outras
diferentes das igrejas locais que nós conhecemos. Mas a pergunta é: como está a
situação missionária da igreja?
Como o evangelho chegou até as regiões
mais distantes da terra? E qual a situação hoje? As igreja nessas regiões estão
recebendo ou enviando missionários?
Para me inteirar,
comecei lendo a história das missões nessas regiões. Uma boa susgestão é o
livro de Maurice Sinclair, “Ripening Harvest, Gadering Storm”, nas partes que
tratam mais desse assunto. Não sei se você consegue ler inglês, mas se
conseguir, leia todo o livro e você vai ver uma pesquisa fascinante sobre o
início da igreja até certo momento da nossa era. Tem ainda o livro de Patrick
Johnstone, “Intercessão Mundial”, que mesmo precisando de atualização, ainda
nos dá uma visão geral da igreja em cada parte do mundo. Mas todas estas informações
podem ser hoje facilmente pesquisadas na internet (salvo alguns trabalhos em
certos países de opressão islâmica ou comunista). Busque informações de países
que falam de missionários enviados e recebidos. Isso vai lhe dar uma ideia
sobre o tamanho e a complexidade do trabalho missionário atual.
As Declarações de Seul e Manila
Muito tem acorrido sobre Missões pelo Brasil e pelo mundo afora. A Ásia
já promoveu e alojou vários desses encontros, mas vamos destacar três
grandes congressos, dois em Seul, na Coreia do Sul, em 1975 e 1990, e o
outro em Manila, nas Filipinas, em 2009. As Declarações de cada um desses
congressos foram muito marcantes e levaram as igrejas do mundo inteiro a uma
maior reflexão na mobilização missionária.
Declaração de Seul em Agosto de 1975
Consulta de Missão em toda a Ásia. 300 participantes e
observadores de 16 países. Organizado pela Associação de Missões da Ásia
Fatos:
Ø
Nós
pavimentamos uma estrada nova e ampla ligando o Leste e o Oeste, o Norte e o
Sul, na missão cristã, diferente da única, na antiga e restrita estrada do
Ocidente, conforme Isaias 62:10, “Passai,
passai pelas portas; preparai o caminho ao povo; aplanai, aplanai a estrada,
limpai-a das pedras; arvorai a bandeira aos povos.”
Ø
Saudamos
com gratidão os numerosos pioneiros de missões cristãs que dedicaram suas
vidas, não somente por amor aos perdidos em muitas nações, a fim de salvar suas
almas, mas também em ajudá-los na solução de problemas básicos da vida humana.
Ø
Somos,
contudo, obrigados a apontar com honestidade, que a expansão territorial, o
comercialismo, o imperialismo e o colonialismo das nações ocidentais, muitas
vezes foram obstáculos na apresentação do evangelho aos povos oprimidos do
Terceiro Mundo.
Ø
Ao
mesmo tempo, reconhecemos com humildade, e nos arrependemos das nossas próprias
falhas e erros. Nós, cristãos do Terceiro Mundo, muitas vezes temos sido em
demasiado dependentes das igrejas ocidentais. Temos sido muito lentos em
perceber a nossa responsabilidade em compartilhar da visão missionária. Temos,
ainda, culpado a igreja ocidental por nossos próprios fracassos e deficiências…
Será que o empreendimento missionário ocidental cumpriu sua meta e chegou ao
fim, como os defensores da moratória insistem? Advertimos contra uma conclusão
tão precipitada...
Ø
Há
forças missionárias potencialmente significativas emergindo de vários países da
Ásia, África e América Latina. Nós percebemos a urgência de mobilizar e
capacitar essas forças...
Ø
Continuar
a pesada tarefa de recrutar e treinar novas forças missionárias requer um
esforço em longo prazo, uma próxima cooperação entre o Leste e o Oeste, e um maior
investimento de recursos.
Declaração de Seul em Agosto de 1975
Congresso de Missões da Ásia. 1302 participantes e observadores de
50 países. Organizado pela Evangelical Fellowship of Asia
Ø
Olhamos
para trás, com gratidão, pelos trabalhos sacrificiais e frutíferos de
missionários, principalmente do Ocidente, que fielmente semearam a semente do
evangelho, através da qual a igreja foi plantada em nossas terras ao longo dos
últimos 200 anos.
Ø
Enquanto
nós decepcionamos pela incessibilidade culturais de alguns que trouxeram o
evangelho a nossa terra, confessamos que temos sido culpados de semelhante
dominação cultural em alguns dos nossos próprios esforços missionários.
Ø
Hoje,
agradecemos a Deus pelo crescimento e maturidade da igreja na Ásia. Como
evidência disso, nos alegramos como o rápido crescimento e desenvolvimento do
movimento missionário na Ásia. E assim, renovamos nosso compromisso para
completar a tarefa de missões mundiais na confiança do Espírito Santo…
Nos Comprometemos
Ø
Fazer
da Grande Comissão o foco primário do nosso ministério e das igrejas e organizações
que representamos…
Ø
Fazer todo o possível para assegurar que a
causa da evangelização mundial se torne uma parte integral da vida de cada
igreja local, associação eclesiástica e denominações…
Ø
Mobilizar
todos os membros das congregações locais para orar, dar e receber ou ir,
independentemente do seu status político ou econômico…
Ø
A uma
parceira na evangelização mundial dentro do corpo de Cristo, reagindo às
divisões que muitas vezes têm nos prejudicado…
Esperamos
Ø
Uma
grande colheita nesta década e, em ultima análise, a realização da visão
bíblica de Apocalipse 7: 9 e 10: “uma multidão, a qual ninguém podia contar, de
todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, diante do trono, e perante o
Cordeiro, com vestes brancas e palmas nas suas mãos; e clamavam com grande voz,
dizendo: ao nosso Deus, que está assentado no trono, e ao Cordeiro seja a salvação.”
Declaração de Manila em Novembro de 2009
Convocação às missões, líderes, mobilizadores, educadores,
formadores, e trabalhadores do reino na diáspora da Consulta dos Educadores da
Diáspora de Lausane, de 11
a 14 novembro de 2009, em Seul, na
Coréia do Sul - em parceria e com a extensão da Consulta Estratégia da Diáspora
de Lausane, realizada em Manila, nas Filipinas, de 4
a 8 de maio
de 2009
Reconhecemos
Ø
Que a
obra soberana do Pai, do Filho e do Espírito Santo, na união e difusão dos
povos em todo o mundo, é uma parte central da missão e propósitos redentores de
Deus para o mundo.
Ø
Que a
igreja, como corpo de Cristo, é o principal meio através do qual Deus está
trabalhando em diversos modos ao redor do mundo. Honramos a singularidade, a
dignidade e a beleza de cada pessoa e de cada cultura, celebrando a colaboração
da Igreja com uma sociedade em geral.
Ø
Esta
"Diáspora Missiológica" surgiu como um campo bíblico e estratégico de
missiologia, e é definido como: um quadro missiológico para a compreensão e
participação na missão redentora de Deus entre pessoas vivendo fora dos seus
locais de origem.
Afirmamos
Ø
Que o
nosso foco missionário e ministério integram e colaboram com a missão e com a
visão do movimento de Lausane para a evangelização mundial, conforme publicado
em “O Pacto de Lausane” e “O Manifesto de Manila”.
Ø
E com
isto, depois de várias disciplinas, entendemos que a nossa compreensão e
prática da missão de Deus devem ser informadas, integradas, e conformadas com
os fundamentos bíblicos e teológicos.
Apelamos
Ø
A
todo o povo de Deus nas igrejas locais e movimentos eclesiásticos, agências
missionárias, instituições acadêmicas teológicas e para o mercado que
mobilizem, treinem, programem, apoiem, trabalhem em conjunto, e capacitem os
"trabalhadores do reino da diáspora" para os campos maduros da
diáspora e para a colheita.
Ø
Aos
líderes da Igreja e das missões que reconheçam e respondam às oportunidades de
evangelização mundial apresentados pelas realidades da diáspora global.
Ø
Aos
líderes de missões e educadores que deem prioridade estratégica no financiamento
e treinamento de pessoal, e que proporcionem espaço para o desenvolvimento de
"diáspora missiológica" em sistemas de formação e currículos.
Ø
Ao
Senhor da Seara que envie trabalhadores para a colheita e que promova a
intercessão mundial para que haja um Avivamento Espírito Santo sem precedentes a
fim de que toda Igreja leve o Evangelho ao Mundo Inteiro.
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