sexta-feira, 31 de julho de 2015

NADA É IGUAL A TI, MAINHA

NADA É IGUAL A TI, MAINHA
Por Osvaldo Honorio Filho

(Á minha mãe que se foi em 24 de abril de 2010)

Quatro anos, oito meses e muita dor
Desde que tu te foste...
Tudo perdeu o sentido sem o teu amor... 
Muitos dias ainda passarão...
E tantas pessoas também se foram 
E outras tantas ainda nascerão
Mas nada, nem ninguém se compara a Ti.

Os teus 14 filhos que fizeste irmãos
Se reúnem e outras vezes se reunirão
Na casinha que nascemos e nos criamos. 
E na Ceia do Natal, o lugar que era teu, 
Ninguém pode ocupar ou substituir
Pois nada, nem ninguém é igual a ti

Todo é tão vazio sem a tua presença
É como uma primavera sem flor
Um pássaro que perdeu sua canção
Um quadro sem desenho e sem cor
Um peito que não tem coração
Não há como impedir o choro e a dor
Nem aliviar a dor do nosso coração
Porque nada nem ninguém é igual a ti

Eu até adotei outras mães que encontrei
E elas me adotaram como filho amado
Mas para ti não há substitutas 
Ninguém jamais pode te substituir
Porque nada nem ninguém é igual a ti

E as plantas que você cuidava lá no quintal
Morreram por falta do seu amor
E nós somos como elas, eu e meus irmãos
Pois viver sem ti... não tem explicação
Mas eu sei que um dia vamos nos reencontrar
Enquanto isso nada pode te substituir
Porque nada nem ninguém é igual a ti

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