A ÚNICA BELEZA
Tradução e adaptação: Osvaldo Honório Filho
A beleza, em troca de dinheiro, é vendida.
E a Ti não damos a adoração devida,
Mas exaltamos sem problema a Tua criação.
Cativados pelo fruto, por Ti, proibido,
Fruto que agrada em cheio os sentidos,
Renegamos a verdade e comemos ilusão.
E a folha de figo da mídia pertinente,
Embota a nossa alma, coração e mente,
E o pecado nos cega totalmente a visão.
A única beleza clara e absoluta
A que é verdadeiramente objetiva
Esconde-se na simetria da Tua bondade,
Da tua grandeza fulgurante e viva.
Cada atributo trabalhando em harmonia:
Justiça com paciência, graça com furor.
Uma partitura de uma doce melodia:
Onipotência e humildade, fidelidade e amor.
“A Beleza de Deus” é o
título desse hino.
Imutável, e sem sombra de qualquer variação.
Porque dinheiro se acaba na vida em desatino,
Incapaz de ouvir o chamado de atenção.
Riquezas: armadilha em
gotas madressilva,
Com o rosto coberto de tanta maquiagem;
Se de fato contemplassem o quanto És Belo,
Renderiam a Ti somente a homenagem.
Tu enviaste Teu amado para
ser erguido
Numa linda cruz, que aparentava o mal.
Da Tua ocultação, ele a imagem visível.
Mas Tu sendo belo, és, todavia, invisível.
Pois a verdadeira beleza é transcendental.
Santifique agora nossas
mentes mundanas.
Olhos lascivos não contemplam a Tua natureza.
Pois sem o novo nascimento em Teu Cristo
Morreríamos ao vislumbrar a Tua santa beleza.
Dizer que “a beleza está
nos olhos de quem vê”
É uma grande mentira, um engano dissoluto.
Os olhos de quem busca a verdadeira beleza
Encontrá-la-á no Único Belo – O Absoluto.
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